Com apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia, o CPqD está apostando em soluções baseadas em Blockchain!

Muitas pessoas acham que a Blockchain e as criptomoedas são tecnologias muito boas, mas que no momento, não são utilizáveis e que talvez a gente só comece a usar daqui muitos anos, quando estivermos preparados. Eu entendo isso, afinal, tudo que é novo ou tudo aquilo que gere uma mudança, gera também um desconforto.
Quando migramos do dinheiro em espécie para os cartões de débito e crédito, vocês acham que todo mundo aceitou de primeira, achando ser tão natural quanto é hoje? Nããão! E veja só… quase não mexemos mais com dinheiro em espécie: podemos fazer quase tudo com cartão ou transferência bancária. Entretanto, eu já te adianto: a Blockchain já está acontecendo. Hoje. Agora. Neste instante! Você pode ver isso em alguns posts recém publicados aqui:
A Blockchain no Brasil: novo presidente do Banco Central aposta na tecnologia que deu origem ao Bitcoin!Presente em 72 países, a IBM Blockchain está revolucionando pagamentos e negócios pelo mundo!

Que tal pagar na Starbucks usando sua carteira de Bitcoins?O que é uma Security Token Offering e para que servem os STOs? Veja aqui!

Então hoje venho com mais uma prova de que a Blockchain está acontecendo: o CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações), uma empresa renomadíssima, já está trabalhando com a Blockchain.

Para entender este texto, você precisa entender antes o que é a Blockchain. Mas se você não sabe, fique tranquilo, pois tenho aqui um post para explicar e um pedaço no nosso fórum só para debater sobre este assunto, então se tiver dúvidas, escreva lá no fórum: O que é e para que serve a Blockchain?
“OK, Pedro! Mas o que o CPqD tem a ver com a Blockchain?”. Em uma notícia publicada pelo próprio CPqD em Abril deste ano, afirma que a empresa tem um novo projeto para utilização da Blockchain para a identidade digital de pessoas e de coisas. O projeto se chama BlockIoT. Esse nome vem de “Blockchain para IoT” e IoT é a famosa Internet das Coisas (Internet of Things). A ideia é criar um ambiente virtual baseado na Internet of Trusted Things, ou seja, mais seguro, confiável privado, onde a identidade digital das pessoas e das coisas, seja garantida. O gestor de soluções Blockchain do CPqD, José Reynaldo Formigoni explica:
“Um dos fatores básicos para aumentar a confiança no ecossistema IoT é a identificação digital segura, e isso vale para pessoas e coisas. A internet foi criada sem a camada de identificação, o que gera vulnerabilidades nos diferentes sistemas de identidade e acesso usados atualmente. A Blockchain viabiliza a criação dessa camada, por meio de um conceito totalmente disruptivo e seguro que é a identidade digital descentralizada, ou autossoberana”.

O projeto da BlockIoT será dividido em duas etapas
Etapa 1: nesta primeira fase, serão desenvolvidos alguns aplicativos com foco em ID,ou seja, identidade digital das pessoas e das coisas. Além disso, serão também desenvolvidos vários componentes tecnológicos. Mas isto, caro leitores, já está acontecendo, pois esta etapa começou em dezembro do ano passado (2018) e vai até dezembro deste ano, totalizando 12 meses. Paralelamente, o CPqD está analisando muitas plataformas para escolher uma ou mais soluções para desenvolver o projeto em código aberto, criando o livro de registros e os

contratos inteligentes.

Etapa 2: a próxima parte do projeto será mais extensa, levando cerca de 24 meses. Nesta parte, mais componentes tecnológicos e aplicações em ID serão desenvolvidos, porém, com foco na descentralização das informações, segurança e rastreabilidade (ou seja, Blockchain, Blockchain e… Blockchain).
Ah! Vale dizer que este projeto possui apoio de recursos do FUNTTEL – Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações, do Ministério da Ciência, Tecnologia, Informações e Comunicações, gerenciados pela FINEP.
(Só isso só, não quer mais nada, né?!)

E o caso de amor do CPqD com a Blockchain não para por aí: nos dias 18 e 19 de maio, aconteceu na cidade de Campinas – SP, a InovaTHON, que é uma série de maratonas promovidas pelo CPqD que busca protótipos que possibilitem o uso de identidade digital baseados em Blockchain.
Este primeiro evento da InovaTHON se chama Hackathon, cujo público são especialistas de negócio, designers e desenvolvedores, onde eles precisaram buscar e propor soluções para desafios reais nesta área e claro, compartilhar seus conhecimentos e experiências, tentando ao máximo aproximar os componentes do ecossistema de inovação. Só que, entendam que esta “maratona” foi para que surgissem soluções inovadoras que pudessem ser usadas de verdade na identidade digital de pessoas e coisas (igual ao que eu mencionei lá em cima sobre o projeto do BlockIoT), mas que ao mesmo tempo fossem viáveis economicamente.
Este evento foi aberto ao público, onde os profissionais interessados em participar deveriam se inscrever no portal do evento. Se você é um profissional da área da Blockchain, você pode acompanhar as notícias do CPqD aqui e ficar atento à publicação de novas maratonas promovidas pela empresa.

Ah! E você acha que acabou, caro leitor? Eu tô falando e vou falar de novo: a Blockchain já é uma realidade para todos nós! É e será usada, é a nossa evolução! Olha só… brasileiro adora um churrasco né? Então, sabia que essa carne bovina que você compra no mercado ou açougue, tem tudo a ver com Blockchain?
“QUÊÊÊ? Aí você forçou a barra, hein Pedro!?” Calma!! Lembra do gestor de soluções Blockchain do CPqD, o José Reynaldo Formigoni? Olha só a justificativa sobre isso:
“O objetivo é assegurar a procedência e a qualidade do produto, com transparência para todos os elos da cadeia produtiva da carne bovina (…). Se for detectada uma doença no gado de uma fazenda ou região, por exemplo, fica mais fácil rastrear as peças de todos os bois que possam ter sido contaminados, o que torna a localização mais eficiente e reduz as perdas decorrentes do recall da carne”.
Isto não é um projeto! O MVP (produto mínimo viável) dessa solução já está implantado nos sistemas da Safe Trace, uma empresa de Minas Gerais especialista em rastreabilidade de cadeia produtiva de alimentos. Isso tudo será avaliado por pecuaristas, frigoríficos, centros de distribuição e varejistas. “Pedro, mas eu não como carne, pois os animais são maltratados e não é sustentável!”. Bem, neste caso, o diretor de negócios da Safe Trace, Vasco Picchi, complementa que esta solução permite rastrear dados de conformidade socioambiental das fazendas, avaliações de qualidade, o bem-estar do animal e todo o trajeto até o consumo.
E tudo isso só foi possível graças ao desenvolvimento da Blockchain e contratos inteligentes pelo CPqD, além de toda a camada de serviço. Para este trabalho, foi utilizada a Hyperledger Fabric, mantida pela The Linux Fundation.

E então, o que vocês acharam desta notícia? Acreditam que em breve a tecnologia Blockchain será tão conhecida quanto os cartões de crédito? E as maratonas do CPqD? Algum dos meus leitores tem interesse em participar das próximas? Então deixe seu comentário lá no nosso fórum, onde podemos discutir sobre todo tipo de assunto relacionado ao mundo cripto. Você pode, inclusive, abrir um novo tópico lá para falar sobre esse texto, sobre o MaraTHON ou qualquer outra coisa do seu interesse. Junte-se a nós clicando aqui.
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