Segundo Tribunal de São Paulo Matheus Grijó ainda responde pela AnubisTrade por dois anos

Matheus Grijó dizia que não era mais responsável pela AnubisTrade após venda para a Atlas Quantum

Alguns meses após a venda da AnubisTrade para a Atlas Quantum, o ex-dono da empresa, Matheus Grijó, foi condenado pelo Tribunal de São Paulo a ressarcir um dos clientes em mais de R$ 100 mil que estão presos na empresa.

Segundo matéria publicada pelo BeInCrypto, Grijó ainda poderá ser responsabilizado pelos danos causados a clientes pela venda por até dois anos, assim como a justiça pode bloquear seus bens e das empresas envolvidas.

Entenda o caso 

Muitos clientes ficaram surpresos com a venda da AnubisTrade para a Atlas Quantum em meio a uma crise vivida pela Atlas.

Ainda na época o comunicado da Atlas dizia que, ao menos no começo, a compra do AnubisTrade não significava que ambas as plataformas passariam a operar como uma só: haveria separação patrimonial das carteiras dos clientes. Entretanto desde a concretização da venda centenas de usuários esperam para receber suas criptomoedas.

Os clientes da AnubisTrade passaram a sofrer os mesmos problemas da Atlas assim que a empresa foi adquirida, causando revolta nos investidores, que não teriam sido avisados da negociação de venda. Aproximadamente 140 Bitcoins ainda estão presos na AnubisTrade.

Apesar de tudo isso, Matheus Grijó dizia que não era mais responsável pela empresa. Deixando todos os saques em atraso em responsabilidade da Atlas Quantum. O que Grijó não esperava era que a justiça e legislação vigente no Brasil entenderia o caso de forma diferente.

O processo contra Grijó 

O processo contra Grijó diz que ele tem até 5 dias para pagar, sob pena de multa diária e bloqueio de bens dos envolvidos:

“Diante da relevância da fundamentação alinhada, antecipo os efeitos da tutela recursal e determino a intimação das agravadas para que depositem nos autos o valor de R$ 103.074,12, correspondente a 3,01932721 BTC, segundo a cotação de 27.09.2019, no prazo de cinco dias, sob pena de multa diária de R$ 1.000,00, limitada a R$ 100.000,00.”

O advogado Artêmio Picanço, responsável pela defesa do cliente, comemorou em seu Instagram a vitória, dizendo:

“Primeira liminar do país contra a Anubis. Conseguimos a ordem de pagamento dos bitcoins do cliente no Tribunal de São Paulo, sob pena de multa diária, que pode chegar a 100 mil reais.
O desembargador entendeu pela responsabilidade do sócio administrador Matheus grijo pela venda.
Segundo o artigo 1003 do código civil, o cedente responde solidariamente por 2 anos pelos atos societários.
Méritos ao advogado @picancoadvogado21 pelo agravo que resultou na reforma da sentença de 1o. Grau.”

Este é o primeiro caso que Matheus Grijó é responsabilizado judicialmente pela AnubisTrade após a venda da empresa.

  • Veja também: Conheça a trajetória da pirâmide financeira Wolf Trade Club

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